quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Memória


Ah, memória,

tão amiga quão infame!

Por que insistes em vasculhar

esses depósitos de flores exangues?


Sacia-te a dor do poema?

Alivia-te a música do pranto?


Ah, memória,

bailarina de risos e desencantos!


Às vezes lua tranquila.

Às vezes escuro manto...

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