quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Beirais

      I

De onde essa dor

que não se mostra

recôndita detrás

de invisíveis portas?


De onde esse voo

alçado sobre destroços

a ausência de beirais

ao pássaro acaso importa...

        II
                   
Sob rútilo amanhecer

sobeja vivacidade

e as certezas são vagas

no redil dos incautos.


De onde esse voo

displicente e inefável

que prefere a turbulência

a beiral seguro e calmo?

        III

 relógio dissolve idílios

e com a sutileza dos sábios

                   urde insídias.

Por que a idiossincrasia

de postar-se à frente

                 na batalha

reivindicando medalhas,

                  guarida?


E  no lusco-fusco que se anuncia

sentinela a observar o mar agitado

perscruto: haverá beirais

para um eventual pouso forçado?

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