Beirais
I
De onde essa dor
que não se mostra
recôndita detrás
de invisíveis portas?
De onde esse voo
alçado sobre destroços
a ausência de beirais
ao pássaro acaso importa...
II
Sob rútilo amanhecer
sobeja vivacidade
e as certezas são vagas
no redil dos incautos.
De onde esse voo
displicente e inefável
que prefere a turbulência
a beiral seguro e calmo?
III
O relógio dissolve idílios
e com a sutileza dos sábios
urde insídias.
Por que a idiossincrasia
de postar-se à frente
na batalha
reivindicando medalhas,
guarida?
E no lusco-fusco que se anuncia
sentinela a observar o mar agitado
perscruto: haverá beirais
para um eventual pouso forçado?
I
De onde essa dor
que não se mostra
recôndita detrás
de invisíveis portas?
De onde esse voo
alçado sobre destroços
a ausência de beirais
ao pássaro acaso importa...
II
Sob rútilo amanhecer
sobeja vivacidade
e as certezas são vagas
no redil dos incautos.
De onde esse voo
displicente e inefável
que prefere a turbulência
a beiral seguro e calmo?
III
O relógio dissolve idílios
e com a sutileza dos sábios
urde insídias.
Por que a idiossincrasia
de postar-se à frente
na batalha
reivindicando medalhas,
guarida?
E no lusco-fusco que se anuncia
sentinela a observar o mar agitado
perscruto: haverá beirais
para um eventual pouso forçado?
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